Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Ago 14

 

 

 

Saboreio os sentidos da palavra,

a palavra no verso da canção,

a subir, na tontura da evasão,

onde nada ou ninguém a cala ou trava.

 

A palavra que salta do papel

a ganhar-se papoila a mais vermelha!

E sangrando na cor, seduz a abelha

tão sedenta de pólen-raro mel.

 

A palavra que trémula floresce

nos nocturnos doídos da incerteza,

onde o verso recusa ser a presa

que, vergada, se rende e deliquesce.

 

A palavra canção e melodia

que se inventa nas pétalas da flor

e é o mel de dulcíssimo sabor

alentando a porfia cada dia…

 

 

José-Augusto de Carvalho

23 de Agosto de 2014.

Viana*Évora*Portugal

publicado por Do-verbo às 19:26

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