Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

13
Fev 08

A glória maior da Literatura Portuguesa, Luís de Camões, no século XVI, fala, em «Os Lusíadas», d'esta apagada e vil tristeza.

O grande historiador Alexandre Herculano, no século XIX, exactamente em 1877, ano da sua morte, recebeu em sua casa, em Vale de Lobos, D. Pedro II, Imperador do Brasil. À pergunta deste sobre a realidade portuguesa, respondeu: Majestade, isto (Portugal) dá vontade de morrer.

No século XX, o grande poeta Miguel Torga escreveu em um dos seus diários: Nascer em Portugal é uma condenação.

Agora, no nosso tempo, somos nós, utentes do Serviço Nacional de Saúde, quem recebe do Ministério da Saúde, não uma carta amável recordando haver a saldar um pequeno débito de 2 euros e 10 cêntimos, mas uma velada intimação, com prazo e ameaça de recurso a Juízo.

É absolutamente lamentável que o governo deste país assim actue perante os cidadãos.

Ao cimo, a carta recebida, uma entre outras mais que são expedidas pelo zeloso Centro de Saúde de Viana do Alentejo.

 
publicado por Do-verbo às 17:11

e pensava eu que este país estava agora a entrar nos eixos.

parece que ainda não. ou talvez, nunca mais.

um abraço
jorge vicente
jorge vicente a 15 de Fevereiro de 2008 às 03:52

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