Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

23
Dez 14

A rã e o escorpião

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Uma rã estava à beira de um rio quando um escorpião lhe pediu que o deixasse ir nas suas costas para a outra margem do rio.

- És doido! – diz-lhe  – ferras-me o teu veneno e matas-me!

- Ora, não tenhas medo. Evidentemente que se te matasse também morreria – argumentou o escorpião.

- E como que é que eu vou saber que não me vais matar quando atingirmos a outra margem? – perguntou a rã.

- Ora, ora… quando chegarmos ao outro lado eu estarei tão agradecido pela tua ajuda que não te vou pagar esta gentileza com a morte.

Os argumentos do escorpião até eram lógicos. A rã pensou, pensou e decidiu aceder.

O escorpião acomodou-se nas costas macias da rã e começaram a travessia.

A meio da travessia do rio o escorpião ferra o veneno na rã, que começa a desfalecer.

- Seu tolo – gritou a rã – agora vamos os dois morrer! Porque fizeste isto?

- Desculpa, mas não pude evitar. Esta é a minha natureza.

 

Moral da história – Por mais que se tente evitar, mais cedo ou mais tarde, cada um acaba por revelar a sua natureza.

 

Fábula de Esopo

 

 

publicado por Do-verbo às 20:23

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