Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

06
Jan 10

 

Naquela noite, o mocho não piou no meu quintal, como era seu costume, à hora certa do meu adormecer.

Nada entendo do código das aves nem soube ainda por que diz o povo que o mocho, em seu piar, nos traz agouro.

Apenas sei que aquela noite antiga era uma noite igual a todas as demais de primavera.

Cansado, adormeci, sem me ocorrer sequer conjecturar sobre o porquê da ausência do mensageiro alado de desgraças e meu nocturno e velho companheiro das minhas noites fartas de cansaço.

Acordei ao som do meu despertador. Um pouco quase nada antes das sete. O rádio, à cabeceira, dava a noticia:

Aqui, Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas...

Do meu quintal, chegava o pipilar vestido de ternura das aves que saudavam a manhã.

E, nesse instante, dei comigo a perguntar-me:

Por que motivo não teria vindo o mocho, ontem, à hora do meu adormecer?

 Até sempre!

Gabriel de Fochem
25 de Agosto de 2008.

publicado por Do-verbo às 14:40

Que pergunta, Meu Caro e fugídio Gabriel.

Se o rádio anunciava "Posto de Comando..." e o mocho não apareceu, sabendo nós que os "HOMENS" foram alcunhados de SEM SONO, é simples.

O mocho estava comprometido com o Movimento e nessa noite, outros interesses mais altos se alevantaram.

Não é difícil.

Grande e Fraterno Abraço,
Jerónimo Sardinha
Jerónimo Sardinha a 6 de Janeiro de 2010 às 20:02

Inesperado e belo, grandioso desfecho
abraço
Marilia Gonçalves
Marília Gonçalves a 23 de Março de 2010 às 19:08

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