Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

09
Dez 11

 

 

É quando a noite cai e o frio na lareira
descobre que sem lenha o fogo não se ateia,
que um grito de aflição assombra a pasmaceira
que anestesia há muito o povo desta aldeia.
 
E tocam a rebate os sinos da capela!
O burburinho cresce e vai de rua em rua.
E quem não vai, está olhando da janela
a vida que palpita e livre se cultua.
 
E corre o rapazio, ousando a sedução
de ser e de crescer nas asas da cantiga,
como o pião que roda e roda em sua mão
até parar feliz e exausto de fadiga!
 
E o frio se transmuta em fogo e ganha alturas,
instante a crepitar antemanhãs maduras!
 
 
José-Augusto de Carvalho
9 de Dezembro de 2010
Viana*Évora*Portugal
publicado por Do-verbo às 12:17

suspiro, respiro fundo...
As verdades deviam ser como o fogo: purificadoras.
Beijinho
Conceição Paulino
Conceição a 10 de Dezembro de 2011 às 14:42

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