Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Jan 12



 

Aqui chegado, páro.
É tempo de balanço.
Se pródigo não fui, também não fui avaro.
E, agora, como avanço?
No velho cais, resiste
a lusa lenda alada, antiga doutras eras.
Não só o fado triste
chorando a perdição de mortas primaveras.
No velho cais, existe
o grito que ficou e a pedra glorifica.
O grito desta voz que viva não desiste
e nem rendida fica.

 
José-Augusto de Carvalho
9 de Janeiro de 2012.
Viana*Évora*Portugal
publicado por Do-verbo às 22:45

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