Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Nov 08

 

O jornal Correio da Manhã, de Lisboa, na sua edição do passado dia 6 deste decorrente mês de Novembro, publicou uma notícia subordinada ao título Craques pagos a peso de ouro.
Ora, eu sou pouco ou nada informado nestas coisas do mundo do pontapé na bola. Ouço dizer, vagamente, no estafado diz-se... que por lá se auferem salários e se obtêm prémios e prebendas que ascendem a quantias muito para além da decência, atendendo, naturalmente, à situação económico-social que se vive. Evidentemente que sei que neste paraíso de democracia capitalista a máxima que impera é cada um safa-se como pode ou qualquer outra do mesmo género. Mas mesmo sabendo ou supondo saber das leis deste paraíso, confesso ter ficado chocado com os salários divulgados.
Em Portugal, os salários irão de 150.000 a 75.000 euros. Apenas os salários.
E esta situação ocorre num país onde o salário mínimo nacional não atinge 450 euros.
E, ao que parece, tudo bem como dantes, quartel-general em Abrantes.
Ninguém diz nada de nada; as estações televisivas são um regabofe de notícias do pontapé na bola.
A estação televisiva estatal permite-se abrir telejornais com o futebol, democraticamente... Certamente por isso, durante o bafiento salarazismo nunca a tal se permitiu. Uma vergonha nacional.
Mas há mais.
Façamos, com maldade, umas continhas:
 
Um salário de 450 euros x 14 meses = 6.300 euros
 
6.300 euros (total de 1 ano) x 40 anos = 252.000 euros.

Chegados aqui, verificamos que há, em Portugal, quem aufira, por mês, o que a esmagadora maioria dos trabalhadores ganharia quase em toda uma vida activa de labuta.

Esta é uma das vergonhas que todos fingem ignorar.

Esta é, entre outras, uma vergonha deste povo-país!
 
Até sempre!
Gabriel de Fochem
9 de Novembro de 2008.
publicado por Do-verbo às 16:07

É bem verdade esta miscória, para que não quer ver a realidade destes factos enunciados, a nossa vida não passa de um jogo, em que grande parte do povo simplesmente são as peças que o compõe, sujeitando-se ao que a vida lhe ofere, enquanto outros governa-se da melhor forma e dos frutos que podem colher das oportunidades fáceis e tão acessiveis que têm.
Como diz Darwin, na vida só os mais fortes é que sobrevivem. E este memorando faz-me lembrar que é bem verdade.
Rui Vasques
Anónimo a 9 de Fevereiro de 2010 às 13:53

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