Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Nov 08






Agora vou e nunca mais hesito.
Agora vou rasgar o meu caminho.
Agora vou abrir ao infinito
as grades da gaiola deste ninho.

Irei além de mim e do interdito,
gritando que este mundo em desalinho,
ainda que sufoque este meu grito,
terá de abrir à Vida outro caminho!

Não mais os campos nus e abandonados!
Não mais aneis em volta da cidade
onde vegeta a fome e os deserdados!

Não mais um mar vazio de ansiedade
e barcos à deriva naufragados,
apodrecendo aos pés da indignidade!



José-Augusto de Carvalho
29 de Novembro de 2008.
Viana * Évora * Portugal

publicado por Do-verbo às 22:22

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