Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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A feira dos medíocres continua!
Senhores, quem dá mais? Quem arremata?
Sujeita à turba e à provação da rua,
a chusma de alimárias à arreata!
 
Os guizos, nos molins, são uma festa!
Em algazarra, corre o rapazio!
Morenos pelo sol que em fogo cresta,
ciganos e malteses de ar sombrio...
 
Barracas de andrajoso amor comprado,
um vómito de nojo purulento!
E, ao sol deste martírio, o descampado
inteiriçado ao frio do relento...
 
Lá longe, na cidade bem guardada,
a corte, em seus festins, não dá por nada...


(Nihil sine causa, nada existe sem uma causa, Cícero)
Viana do Alentejo*Évora*Portugal
26 de Janeiro de 2000.
publicado por Do-verbo às 17:08

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