Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

17
Ago 12

 

 


Do site Templários Portugueses transcrevo, com a devida vénia:



 TERÇA-FEIRA, 31 DE JULHO DE 2012.

Santa Maria de "Foxes"

Na época da dita "reconquista", el-Rei D. Afonso I nosso Senhor e Irmão, estando em recuperação nas termas de Lafões por ter sido ferido com gravidade numa perna, declarou oficialmente que "de todo o território que ajudassem a conquistar a sul do Tejo, a terça parte seria propriedade dos Cavaleiros da  Ordem do Templo".
Efectivamente algumas praças de guerra foram tomadas no Alentejo com a importante ajuda dos Templários Portugueses.
Em alguns lugares, bem dentro do território ocupado pelos muçulmanos, os Templários atreveram-se a criar uma ou outra Comenda apesar da instabilidade militar que essa ocupação representava.
Essas Comendas permaneceram secretas devido ao tipo de pactos estratégicos existentes entre o Monarca português (com seus Irmãos Templários) e alguns comandantes árabes envolvidos na actividade bélica da região.
Santa Maria de Foxes (lê-se fôches) foi uma dessas comendas secretas.
" O pequeno castelo árabe de Al-Batun com a sua mesquita dentro de muros e envolvido por largos fossos de protecção, foi ocupado por uma força Templária durante 5 anos sem que a sua arquitectura militar ou o seu lugar de culto muçulmano tivesse sido tocado ou alterado. A população árabe, em paz e harmonia,  continuou a utilizá-los como se os Cavaleiros do Templo ali não estivessem aquartelados nas dependências mais humildes do castelo.
Ali cultivaram respeito e cortesia.
Ali criaram laços de amizade.
Quando os Templários se retiraram  para norte por questões de estratégia administrativa, a população de lágrimas nos olhos disse ao comandante da milícia portuguesa: "Oxalá naõ foxeis".
Sentido, o Comendador Templário assentou no seu livro de guerra o nome da Comenda que deixava para trás com mágoa: "Santa Maria de Foxes".
Significado que pretendeu dar ao nome com a desculpa da presença dos "fossos" que rodeavam e protegiam o castelo mas que mal disfarçadamente deixava revelar o peso daquelas palavras; "Oxalá naõ foxeis".
Deus quisera que não tivésseis de partir...
Da presença da Comenda secreta de Santa Maria de Foxes, ou Foxem, hoje Viana do Alentejo, ficou apenas esta pedra, cabeceira de sepultura de um Cavaleiro Templário Português, adaptada a seteira e visível numa das muralhas reconstruídas do velho castelo árabe de Al-Batun.


Por alguma razão "obscura" estão hoje representados no brasão da Vila dois escudetes com a cruz Templária...

*

Devo informar que estive, há semanas, na Igreja Matriz, acompanhado do meu Amigo Pedro Lopes, licenciado em História. Este meu Amigo observou algumas pedras tumulares e, apontando para uma, disse-me que deveria ser de um cavaleiro templário. Ficámos perplexos, atendendo a que a Igreja data de finais do século XVI. Agora, pelo texto acima transcrito, estará clarificada a situação.

A minha gratidão ao site Templários Portugueses pelos dados aqui transcritos, relevantes para o conhecimento possível do nosso passado enquanto naturais desta vila.

Até sempre!

José-Augusto de Carvalho


Em tempo: 


آل باطوم  (Al-Batun) = A Framboeseira. Será?

 

publicado por Do-verbo às 00:17

É uma honra para nós que transcreva um dos nossos artigos.
Uma vez que tem dúvidas sobre o significado do nome do castelo árabe Al-Batun, gostaríamos de o esclarecer:
Al-Batun teve a sua origem em Shu-Batun que significa ramificação de um galho de uma árvore. Fizémos várias pesquisas e através de alguns estudantes universitários árabes viemos a descobrir que é a palavra que davam antigamente às "fisgas", aquelas que fazíamos em miúdos para caçar pássaros. Por algum motivo desconhecido, os árabes chamaram ao castelo Al-Batun talvez pela configuração deste ou porque estas Shu-Batun tinham por estes lugares alguma aplicação bélica herdada sabe-se lá de que povos ancestrais mas que os árabes consideraram suficientemente importante para lhe atribuírem uma designação toponímica.
Certo é que os nossos antepassados referiam nos seus diários de guerra que a miudagem juntava-se em bandos para encenar batalhas de "atiradores de pequenas pedras que manejavam com mestria".
Abraço fraterno.
____________________
Templários Portugueses
Templários Portugueses a 17 de Abril de 2013 às 23:26

Aqui deixo o meu público agradecimento quer pelo comentário e esclarecimentos, quer pelos dados históricos disponibikizados e que me permiti transcrever neste blogue.
Até sempre!
Cordiais saudações.
José-Augusto de Carvalho
Viana do Alentejo.
Do-verbo a 18 de Abril de 2013 às 18:29

Os templarios portugueses mentem em muita coisa que dizem. Primeiramente no facto de assumirem que nao foram nunca maçons... nas suas fileiras contam com uns poucos assim como um dos que já partiram...
O que aabe a 12 de Janeiro de 2015 às 01:58

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