Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Ago 12

 

 

Chagall, a queda de Ícaro (Imagem Internet)

 

 

Hoje,

morreu um homem bom. Ficou mais pobre a Vida.

Indiferente à dor e ao luto, o sol de Agosto

requeima ainda mais a minha tez curtida

e deixa-me em cristais de sal o meu desgosto.

 

Hoje,

apenas o silêncio eu quero por conforto.

Silêncio e nada mais. A noite vem aí,

vestindo devagar este vazio morto

de sombras e pesar. Inútil, fico aqui.

 

Hoje,

mais uma vez enfrento inerme o desenlace

e tudo em derredor doendo se esboroa.

O efémero é agora a vida sem disfarce:

um Ícaro a sonhar que sobe ao céu e voa!

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 19/23 de Agosto de 2012.


Poema escrito em memória de João António Potes

(Viana do Alentejo, 19 de Agosto de 2012.)

publicado por Do-verbo às 17:43

Vim para ver e aplaudir novamente!

Abraço fraterno,
Herculano
herculano Alencar a 30 de Agosto de 2012 às 20:13

Herculano Alencar, meu querido Amigo,
a minha gratidão pela tua apreciação a este poema doído.
Grande e fraterno abraço.
J-A
Do-verbo a 30 de Agosto de 2012 às 20:37

Amigo Carvalho,

A morte deste nosso comum amigo aconteceu e eu nem dei por ela. Quando soube, já o homem tinha partido, o que me entristeceu.
Mas que fazer?
Tinhamos afinidades, pois ele até era do Sporting.
Mas vejo agora no seu blog este poema que lhe é dedicado, de que gosto francamente.

Sobre uma das coisas de que ontem falámos: o livro intitula-se «Nova Antologia de Poetas Alentejanos», é editado pelas Ediçoes Colibri, com direcção de Eduardo M. Raposo, homem ligado à música e às letras e também poeta. Dele constam, entre outros, poetas como o próprio Raposo, vários poetas ditos «populares», entre os quais António Jorge Serafim, António Murteira, Arlinda Mártires, Janita Salomé, José António Chocolate Contradanças, Manuela Parreira da Silva, Margarida Morgado, Monarca Pinheiro, Paulo Barriga, Teresa Cuco, Vitorino Salomé.
Igualmente lá aparecem José Luís Peixoto e Manuel Gusmão.
Possui algumas ilustraçoes relativas ao Alentejo.



Se quiser, posso emprestar.

Um abraço,
Martinho Pão-Mole
martinhopm a 30 de Outubro de 2012 às 16:40

Prezado Martinho, grato por me ler.
Pois, o João partiu e tb não lhe deixei o meu último adeus, pois estava em Lisboa e minha mulher internada no Hospital de Santa Maria.
Oportunamente, aceitarei o seu oferecimento.
Abraço fraterno.
J-A
Do-verbo a 30 de Outubro de 2012 às 17:27

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