Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

05
Set 12
 

 

Jaziam amordaçadas,

Nas trevas da negação,

As auroras orvalhadas

De liberdade e de pão.

 

O vento agreste trazia,

Na noite de ódio vestida,

As notas da melodia

Duma canção proibida.

 

Os versos da rebeldia,

Nas bocas amordaçadas,

Bailavam a ousadia

De auroras adivinhadas.

 

Era o quebrar das algemas

Com a força dos poemas.

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 7 de Agosto de 2012.

publicado por Do-verbo às 12:45

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