Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Nov 12

 

Na minha modesta intervenção cívica, sempre me inseri na força do colectivo, bem ciente da verdade que encerra a parábola dos vimes.

Acredito na decisão que decorre do confronto das perspectivas várias que se nos deparam quando analisamos um problema e buscamos solucioná-lo racionalmente.

Muitas vezes, foi vencida a perspectiva que apresentei; algumas vezes, saiu vencedora. Nada de importante, porque estava em causa encontrar uma solução e não a alimentação estreita de um qualquer ego igualmente estreito.

Ultrapassei barreiras, algumas com a satisfação do dever cumprido; outras com a recusa de enveredar por caminhos que não são nem nunca foram os meus.

Hoje, remetido ao meu cantinho doméstico, vejo com apreensão o presente e o futuro, tal como vi apreensivamente o passado mais ou menos recente. Muito se poderia ter feito e não se fez; muito há a fazer e não consigo vislumbrar condições para cooperar.

Hoje, campeia a presunção de vencer eleições. Para quê? A resposta das populações é visível no seu desencanto e no seu afastamento da res publica. Mais, bastará atentar no partido das abstenções e no partido dos votos em branco e dos votos nulos, ambos em crescimento preocupante.

Onde as propostas construtivas e credíveis para erguer colectivamente uma estrutura social sustentada e sustentável e com as garantias possíveis de progressão quantitativa e qualitativa?

Onde a recusa de rendas e prebendas ao arrepio duma situação deplorável de baixos rendimentos, de carências sociais degradantes?

Onde as acções supletivas, privilegiando o fundamental e preterindo o acessório?

Até sempre!

publicado por Do-verbo às 22:16

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