Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

01
Jul 13
 

 

 

 

 Desenho de José Dias Coelho
 
 
Caminhemos! Além do cerro, caminhemos!
Sob a névoa, há sinais do fogo que se ateia.
Enrubesce a manhã. E o seu clarão semeia
primaveras de nós. Ousados, caminhemos!
 
A bandeira da Vida, ao alto, desfraldemos!
Com a força do braço e da vontade plena!
No futuro do olhar, o longe já acena.
Sem temor nem cansaço, ousados, caminhemos!
 
Já perdeu quem ficou na renúncia da espera.
Já perdeu quem escolhe o pão da rendição.
Ah, que seja amassada esta fome do pão
em cansaços que só a liberdade gera!
 
É de mim e de ti, de nós todos, nesta hora,
a razão de partir «por esses campos fora»!...
 
 
José-Augusto de Carvalho
30 de Junho de 2013.
Viana * Évora * Portugal
publicado por Do-verbo às 15:58

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