Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

04
Jul 13

 

 

 

A exigência começa em nós. Só quem é exigente tem legitimidade para exigir aos demais. Exigência na responsabilidade de ser e agir.

A responsabilidade de ser determina a exigência do respeito por nós e pelos outros.

A responsabilidade de agir ou no agir determina o domínio dos caminhos a percorrer, a procura incessante das alternativas mais adequadas à situação concreta que se pretende alterar ou corrigir. Qualquer acção, tal como a palavra, tem o dever de ser precisa.

Sabemos que ninguém domina as diversas áreas do saber, logo é indeclinável o dever de nos socorrermos de quem, aqui e ali, está em condições de nos auxiliar no agir. Desprezar esta condição é desafiar o insucesso a prejudicar a exigência do ser e do agir responsavelmente.

Ultimamente, ouço, com frequência, o apelo à renovação. Em abstracto, nada a dizer. Qualquer mudança é própria da vida e deveremos pugnar por ela desde que não signifique mudar para pior.

Renovar é, como sabemos, o velho dar o lugar ao novo. Trata-se de assegurar a continuidade de um objectivo concreto, ainda que tendo em atenção as mudanças de perspectiva, as correcções impostas e que não dependem da nossa vontade.

Renovar por renovar, desprezando o saber dos mais experimentados, é erro que se pagará caro, inevitavelmente.

Exigência não casa bem com inexperiência, ineficiência, etc.

A História realça o êxito dos povos que sempre atenderam aos Conselhos dos Anciãos. E a sabedoria popular ainda hoje mantém este alerta: O diabo sabe muito não por ser diabo, mas, sim, por ser velho.

Não tenho a jactância de julgar seja quem for, mas intuo que o rei vai nu. O tempo me dará razão ou não. Oxalá que não.

 

Até sempre!

José-Augusto de Carvalho

publicado por Do-verbo às 23:43

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