Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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1

Em sociedade, qualquer pessoa poderá ter o desejo legítimo de exercer um cargo público em uma das diversas instâncias da intervenção política. Recusar-lhe este direito é um absurdo. É o mínimo que se poderá dizer.

Seguramente, não bastará desejar. Carecerá de apoios para passar do desejo à candidatura e desta à vitória ou ao fracasso eleitoral.

 

2

Os méritos e os deméritos de qualquer pessoa para o desempenho dum cargo político serão reconhecidos ou não. Tudo dependerá do meio onde se insere.  

Todos sabemos que há boas e más opções. Umas decorrerão de decisão consensual ou inequivocamente maioritária, outras de decisão passível de reparos, quer por deficientemente fundamentada, quer por suspeita de favoritismo, de considerações alheias ao processo, etc.

 

3

Vemos, ultimamente, pessoas preteridas por uns serem reconhecidas por outros. E reconhecidas pelo que são e não sei se com a intenção de deixarem de o ser.

Seja qual for esta intenção, uma pessoa só deixa de ser o que é se assim quiser e não por outros o quererem.

 

4

Não recusando a ninguém o direito de se avaliar e de avaliar os demais, é admissível (e até frequente, concedo) que uma pessoa se sinta preterida por outra que, na sua avaliação, não merece ser designada como candidata.

E se a sua capacidade de avaliação é reconhecida quando concorda com a designação de outrem, como admitir que se censure quando discorda e se apresenta como melhor opção?

E se a pessoa preterida encontrar noutra área a possibilidade de exercer o cargo político que deseja, quem se arroga a legitimidade de censurá-la ou de lhe recusar esse direito de cidadania?

Aqui fica esta reflexão.

Até sempre!

  *

José-Augusto de Carvalho

22 de Julho de 2013.

publicado por Do-verbo às 18:05

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