Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

03
Ago 13

 

 

 

 

Prezado Amigo:

Pergunta-me, na sua carta sob resposta, o motivo por que tanta gente anda alheada. Pois é, não havendo efeito sem causa, será indispensável saber o porquê do alheamento que grassa por aí.

Sabemos que há muitas perguntas e poucas respostas, mas este tempo é deveras um tempo de perguntas, mais exactamente, um tempo de interrogação.

Ora, este tempo assentará numa crescente perda de valores. Estaremos numa encruzilhada? Talvez. Tal como os impérios têm as três fases clássicas -- ascensão, apogeu e queda, também a sociedade terá o ímpeto, o auge e a decadência. O ímpeto será a construção; o auge, a fruição; a decadência, o fim do ciclo.

A fase do ímpeto caracterizar-se-á pela entrega empenhada, onde todos são indispensáveis e concertados num todo conforme as suas capacidades; a fase da fruição será a satisfação pelo êxito obtido; a decadência será a fase da penalização de quem não percebeu que a efemeridade do presente exige que se prepare o futuro, incessantemente.

Consumada a decadência, outro ímpeto se impõe. Para lhe dar corpo e vigor, de novo se impõe a entrega empenhada, onde todos são indispensáveis e concertados num todo conforme as suas capacidades. E quando obtido novo êxito, que seja comedida a fase da fruição e incessantemente preparado o futuro, prevenindo a fase da decadência, porque esta sempre estará à espreita.

Meu Amigo, os responsáveis pela decadência não são as vítimas da jactância e da irresponsabilidade no poder. Certo?

Até sempre!

G.F.

3/8/2013,

publicado por Do-verbo às 13:18

Agosto 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO