Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

29
Dez 14

A questão dos feriados não poderá ser analisada com a leviandade que se anuncia e que prefigura uma ameaça grosseira à memória colectiva de um povo.

--- O 5 de Outubro não assinala, apenas, a implantação da República(1910); assinala, também, tanto quanto sei, a independência, no recuado século XII (1143);


--- O 1º. de Dezembro (de 1640) assinala a recuperação da independência perdida e não constitui qualquer afronta a Espanha;


--- O 14 de Agosto (de 1385), que deveria ser feriado e não é, vá lá a gente entender o porquê de tamanha desconsideração, assinala a manutenção da nossa condição de país independente;


--- O 10 de Junho assinala Camões e a pátria imortalizada n'Os Lusíadas;


--- O 25 de Abril (1974) assinala a recuperação da dignidade perdida.


Que querem matar, afinal?
Os nossos maiores coram de vergonha! É esta afronta que devemos ao seu denodo e à nossa identidade?
Indignado, aqui fica meu protesto.


José-Augusto de Carvalho
Viana (Évora)

Importante: Não se incluem no texto acima os feriados internacionalmente consagrados: o 1º. de Janeiro, o 1º. de Maio e o 25 de Dezembro, na certeza, se é que vivemos em tempo de certezas, de que não serão objecto de represália.
 
Nota: Desenho de José Dias Coelho, assassinado pela PIDE, n década de sessenta do século XX.

publicado por Do-verbo às 18:42

22
Dez 14

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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

(Edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2007)

 

 

TÍTULO III

Direitos e deveres económicos, sociais e culturais

 

CAPÍTULO I

Direitos e deveres económicos,

 

Artigo 58º.

(Direito ao trabalho)

 

  1. Todos têm direito ao trabalho.
  1. Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:

a) A execução de políticas de pleno emprego;

b) A igualdade de oportunidades no escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função de sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais; 

c) A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores.

 

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Está na hora de exigir o cumprimento da Constituição!

 

Até sempre!

José-Augusto de Carvalho

 

publicado por Do-verbo às 15:19

03
Set 14

Nestes tempos que vivemos, os acontecimentos que nos desgostam e/ou nos indignam sucedem-se a um ritmo avassalador.

Sei que é recorrente esta afirmação, mas nem sempre há a predisposição para o silêncio. Como diz o velho rifão: Um homem não é de ferro!

Vivemos tempos difíceis!

Vivemos tempos difíceis, fundamentalmente devidos à acção despudorada do Homem.

Em todas as latitudes, há violência: a violência da fome; a violência da carência; a violência da intolerância; a violência do esbulho; a violência dos conflitos armados; a violência dos jogos obscenos de poder e de opressão.

Hoje, os telejornais abrem, via de regra, com notícias de desgraça, de desprezo pela Vida, de insulto e humilhação.

Vivemos tempos difíceis!

A globalização da desumanidade e da infâmia é a realidade de todas as horas.

E se é verdade em termos globais, adentro do nosso pequeno mundo também as coisas não irão melhor.

Hoje, pessoa amiga visitou-me para me dar a notícia da morte de alguém que bem conhecíamos. Este facto banal não motivaria a redacção de qualquer texto. Afinal, morrer é a consequência natural de qualquer ser vivo. A Morte vive connosco. É a única certeza que temos nesta vida!

O que motivou estas linhas foi constar que a pessoa morreu há três ou quatro dias e só ontem se ter sabido.

Esta funesta ocorrência levanta a interrogação: os Centros de Saúde, as Juntas de Freguesia, as Câmaras Municipais não têm sinalizadas as pessoas em risco, designadamente as que vivem sozinhas?

É com desgosto e indignação que vivo estes dias de desumanidade e violência.

Li, há anos, um texto de autor brasileiro, cujo nome não recordo, no qual, uma personagem dizia: «Se o mundo é isto, parem o «bonde» (carro eléctrico), porque eu quero sair.»

Até sempre!

 .

José-Augusto de Carvalho

3 de Setembro de 2014.

Viana*Évora*Portugal 

publicado por Do-verbo às 18:59

04
Jan 14

 

 

Andam por aí uns quantos reclamando que a Constituição da República carece de revisão. Até eu concordo, a bem do primado da Lei e da Democracia.

Aos doutos reclamantes proponho esta alteração fundamental, a ser referendada, de modo deliberativo e não consultivo, a fim de que o Povo sem voz se pronuncie de vez:

 

Artigo - Todos os governantes, seja Poder Central, seja Poder Regional, seja Poder Local, cumprirão escrupulosamente os seus programas sufragadas pelo Povo Eleitor.

 

Único – O incumprimento total ou parcial provocará a sua destituição pelo Tribunal Constitucional, com efeitos imediatos, e a convocação de novo acto eleitoral.

 

Vamos a isto?

 

 

José-Augusto de Carvalho

4 de Janeiro de 2014.

Viana * Évora * Portugal

publicado por Do-verbo às 22:57

10
Dez 11
    
Miguel Torga (1907-1995)

 



«(...)Desde que Portugal é Portugal que os seus homens de cultura desceram a terreiro nas grandes ocasiões. 1383, os Descobrimentos, o Liberalismo e a República tiveram a dar-lhes consciência e o corpo o melhor da inteligência do país. A própria Restauração se orgulha da sua literatura de resistência.(...)»


Miguel Torga
In Palestra, 1951.

 
publicado por Do-verbo às 18:10

30
Nov 11

A questão dos feriados não poderá ser analisada com a leviandade que se anuncia e que prefigura uma ameaça grosseira à memória colectiva de um povo.

--- O 5 de Outubro não assinala, apenas, a implantação da República(1910); assinala, também, tanto quanto sei, a independência, no recuado século XII (1143);


--- O 1º. de Dezembro (de 1640) assinala a recuperação da independência perdida e não constitui qualquer afronta a Espanha;


--- O 14 de Agosto (de 1385), que deveria ser feriado e não é, vá lá a gente entender o porquê de tamanha desconsideração, assinala a manutenção da nossa condição de país independente;


--- O 10 de Junho assinala Camões e a pátria imortalizada n'Os Lusíadas;


--- O 25 de Abril (1974) assinala a recuperação da dignidade perdida.


Que querem matar, afinal?
Os nossos maiores coram de vergonha! É esta afronta que devemos ao seu denodo e à nossa identidade?
Indignado, aqui fica meu protesto.


José-Augusto de Carvalho
Viana (Évora)

Importante: Não se incluem no texto acima os feriados internacionalmente consagrados: o 1º. de Janeiro, o 1º. de Maio e o 25 de Dezembro, na certeza, se é que vivemos em tempo de certezas, de que não serão objecto de represália.
 
Nota: Desenho de José Dias Coelho, assassinado pela PIDE, n década de sessenta do século XX.

publicado por Do-verbo às 19:38

24
Nov 11
Aqui fica esta sugestão

aos três da vida airada e à troika...

 

 


In Almanaque Bertrand, 1908
publicado por Do-verbo às 16:28

17
Nov 11

 

A lucidez é tanto mais necessária quanto mais difíceis são os tempos que vivemos. E difíceis são estes tempos! Os meios de comunicação social --- jornais, revistas, radiodifusão e radiotelevisão --- não nos dão tréguas. O diagnóstico está definido: crise!


E os responsáveis pela governação decidem enfrentá-la com medidas de grave austeridade: salários congelados; agravamento de impostos; perda de direitos; extinção de garantias, etc. Uma barbaridade!


Dizem alguns destes responsáveis ou seus afins que vivemos acima das nossas possibilidades e que é urgente corrigir tais excessos. Será assim?


Vejamos:


1- é reconhecido que mais de dois milhões de cidadãos vivem abaixo do limiar da pobreza;


2- é reconhecido que o desemprego vai nos 12% e com tendência para subir;


3- é sabido que o salário mínimo nacional é de 485 euros mensais;


4- diz o Instituto Nacional de Estatística, se a memória me não atraiçoa, que o salário médio é de 700 euros mensais.


Ponderando quanto antecede, quem vive, em Portugal, acima das suas possibilidades? Os dados objectivos demonstram estarmos perante uma falácia. Falácia mais grave por provir da área de quem tem a responsabilidade de determinar o nosso caminho colectivo.


É da sabedoria de todos nós a necessidade de analisar um problema. E essa análise começa por se tentar saber como surgiu e por que surgiu o problema. Causado por algum cataclismo natural ou por alguém? É fundamental conhecer-lhe a(s) causa(s) e, depois, combater-lhe os efeitos.


Um dado adquirido é o de que não foi o Povo Português quem provocou a crise e nem qualquer cataclismo natural. Assim sendo, por que motivo o Povo Português é convocado a pagar por um erro que não cometeu?


Os senhores da governação sabem disto e muito bem, mas a única solução que sabiamente encontram e impõem é a do castigo do inocente, logo a da impunidade do prevaricador.


Na área do Poder e fora dela há quem aponte outros caminhos. Debalde. Uma maioria acrescida, só porque legitimada pelo voto popular, considera legítimo sacrificar o Povo Português. Um desaforo!




José-Augusto de Carvalho
17 de Novembro de 2011.
Viana*Évora*Portugal

publicado por Do-verbo às 16:04

08
Nov 11
 
 
Aceitando como exactos os dados obtidos em consulta efectuada na Internet, aqui os transcrevo:


 

 

REGIMENTO DO CONSELHO DE ESTADO

 

CAPÍTULO I

 

Natureza e composição

 

Artigo 1.º
 
(Definição)


O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República.


Artigo 2.º
 
(Composição)


O Conselho de Estado é presidido pelo Presidente da República e composto pelos seguintes membros:

a)- O Presidente da Assembleia da República;

b)- O Primeiro-Ministro;

c)- O Presidente do Tribunal Constitucional;

d)- O Provedor de Justiça;

e)- Os presidentes dos governos regionais;

f)- Os antigos presidentes da República eleitos na vigência da Constituição que não hajam sido destituídos do cargo;

g)- Cinco cidadãos designados pelo Presidente da República pelo período correspondente à duração do seu mandato;

h)- Cinco cidadãos eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.

 



Não considero passíveis de contestação os textos das alíneas a a f.


Quanto à alínea g, permito-me discordar das opções presidenciais, as quais, na minha modesta opinião de cidadão, deveriam contemplar representações das Centrais Sindicais e Associações Patronais, pela relevância nacional que se lhes reconhece.

Quanto à alínea h, não consigo entender como não estão representados no Conselho de Estado todos os Partidos com assento parlamentar. E porque as ausências que se verificam decorrem da votação dos Partidos maioritários, fica claro que estes se permitem excluir os demais do Conselho de Estado como se este fosse propriedade sua.

 

 


Os meus cumprimentos.
Até sempre!
José-Augusto de Carvalho
Lisboa, 8 de Novembro de 2011

publicado por Do-verbo às 20:10

07
Nov 11

A minha identificação incondicional com o Homem de todas as latitudes, independentemente do credo, da cor, da raça, não me cerceia o dever de dignificar a minha condição de cidadão português e a língua portuguesa.

Serei modesto em conhecimentos, eu sei. Nem estou aqui pretendendo competir nesse campo ou noutros e muito menos pretendendo ensinar seja o seja. Estou aqui, sim, para verberar todos aqueles que supõem ter o poder de impor, em Portugal, qualquer língua estrangeira como meio de comunicação nacional.
Dizia o Poeta Fernando Pessoa: «A minha pátria é a língua portuguesa.» E eu subscrevo, sem reservas, esta sua afirmação, não por ser dele, mas por a considerar certa.
E esta minha postura em nada colide com a aprendizagem de outras línguas, aliás bem necessárias nestes tempos de hoje. Atribuir-me tamanho desaforo é confundir as coisas. Evidentemente que há responsáveis por esta tentativa de menorização da língua portuguesa, a começar por alguns políticos, alguns comentadores e por aí adiante…Muitos homens grados do passado, de Luís de Camões ao padre António Vieira, por exemplo, se revolverão no túmulo, indignados. E também, no presente, muitos homens de mérito corarão de vergonha. Sei não estar sozinho ao subescrever estas linhas.

José-Augusto de Carvalho

4 de Agosto de 2011.
Viana*Évora*Portugal
publicado por Do-verbo às 20:10

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