Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Jun 08

Conta-se que dois mentirosos, dos mais afamados do meio, decidiram defrontar-se, para definirem qual deles seria o mais criativo.
 
Dos vários temas propostos, concordaram em escolher a política.
 
A Praça do Desplante estava lotada.
 
No palanque, exuberantes, os dois amigos, agora antagonistas.
 
A assistência, expectante, olhava.
 
O primeiro mentiroso, depois de simular uma atitude reflexiva, disse:
 
--- Meus amigos, todos nós estamos felizes com a situação que vivemos. Finalmente, temos um governo socialista!
 
Um ah! em surdina malagitou a Praça do Desplante.
 
O segundo mentiroso, assumindo um ar pesaroso, reconheceu:
 
---Quem não sabe que sempre fui um grande mentiroso! Mas, aqui, perante todos, sou obrigado a confessar que nunca conseguiria dizer uma mentira tão grande.
 
Outro ah! em surdina malagitou a Praça do Desplante.
 
Depois, em boa ordem, a assistência recolheu a suas casas.
 
Ficaram agitando o silêncio da praça vazia os versos maiores da cantiga...
 
E nós, pimba! E nós, pimba!
 
 
 
Até sempre!
Gabriel de Fochem
Segunda-feira, 17 de Abril de 2006.
publicado por Do-verbo às 19:37

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