Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Não me quero cativo
de quanto me disser
um saber que se quer
poder imperativo.
 
Quem sabe e quem não sabe?
Que sabes tu e eu não?
Tu tens o teu quinhão
do todo que nos cabe.
 
Eu quero descobrir e quero descobrir-me!
Eu quero desbravar e quero desbravar-me!
Que cada queda a dar seja um grito de alarme
na vontade a subir e cada vez mais firme!...

 

 


publicado por Do-verbo às 23:56

 
 
 
 
Naquele tempo, os senhores
ainda eram só pastores.
 
Sofriam o tempo agreste
lado a lado com os servos
e olhavam os seus acervos
como uma bênção celeste.
 
Já nesse tempo a riqueza
era um privilégio raro
e afrontava a natureza
com loas ao desamparo.
 
Já então o verbo erguia,
em armadilhas e ardis,
 
 
o poder que anestesia
os rebanhos nos redis.
 

 

 
publicado por Do-verbo às 23:33


 

 

 

 

Hoje é o tempo que tenho.

Hoje é o tempo que sou.

Sou o tempo que encontrou

o meu tempo, que sustenho

na certeza dos meus passos,

no calor dos teus abraços.

 

Diverso outro tempo tive

do tempo sempre em viagem.

Trago o tempo na bagagem

enquanto o tempo em mim vive.

Salto no espaço, sem rede...

Mergulho num mar de sede!

 

Rasgo os longes de infinito!

Ninguém sufoca o meu grito!

 

 

 

José-Augusto de Carvalho

7 de Outubro de 2002.
publicado por Do-verbo às 23:19

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