Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

22
Nov 08

 

Vai distante o tempo do jornalismo dito de referência. Formava e informava os seus leitores. Infelizmente, o sensacionalismo, a especulação desenfreada, o dize tu... direi eu... e os critérios mais do que discutíveis de publicação contaminaram a Informação.

 

Outrossim os jornais regionais perderam o seu espaço próprio de abordagem dos problemas mais ou menos locais.

 

Hoje, é a blogosfera que está na moda.

 

«Blogosfera é o termo colectivo que compreende todos os weblogs (ou blogs) como uma comunidade ou rede social. Muitos blogs estão densamente interconectados...», informação obtida no Google.

 

Qualquer pesquisa nos possibilita encontrar espaços (blogs) responsavelmente assumidos, onde se opina, se discute, se divulga, etc.

 

Infelizmente, outros encontramos, onde, a coberto do anonimato, andam à solta a injúria, a calúnia, a desinformação, etc. É a lei da impunidade, propiciadora do advento daqueles que se permitem chafurdar no pântano, seguros de que não serão responsabilizados.

 

É uma lástima!

 

Pese embora tudo isto, é sabido que a ausência de Informação credível conduz à conjectura, à especulação, à invencionice, à maledicência...

 

Vivemos tempos difíceis, tempos de carência moral, social, material e política. Vivemos o tempo dos espertalhões, que trepam e se alcandoram a plataformas de evidência, donde se comprazem
a debitar sofismas e mediocridades.

 

Vivemos os tempos da música pimba, quiçá a mais elaborada continuadora do nacional-cançonetismo de triste memória. E é vê-la, triunfante...

 

--- nos palcos das tv, incluindo a pública;

 

--- nas estações de rádio, também incluindo a pública;

 

--- nos palcos dos municípios, incluindo o nosso.

 

Vivemos os tempos de plástico e dos descartáveis, incluindo quem trabalha.

 

Vivemos os tempos onde o Poder dá garantias de perenidade ao que não presta e ignora as potencialidades do país sofrido e resignado.

 

Vivemos os tempos que se demoram de mais na nossa existência ansiosa de Vida, de Cultura, de Dignidade, de Justeza.

 

Até sempre!

 

Gabriel de Fochem
publicado por Do-verbo às 19:11

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