Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

03
Abr 12


Durante séculos, a sede do município foi no castelo, naturalmente. Suponho que ainda no século XVII ou já no início do século XVIII, foi a sede transferida para o edifício construído na Praça hoje designada da República. Passava, portanto, de um lugar nobre para outro não menos nobre.
Já nos nossos dias, isto é, na segunda metade do século XX, entenderam os políticos da época transferir a sede do município para um edifício afastado da zona nobre da vila. Não conhecemos os motivos que determinaram a mudança, mas, ainda que desconhecendo-os, permitimo-nos rejeitá-los exactamente porque nos recusamos a entender a sede do município noutro local. Compreendemos, evidentemente, o argumento de o edifício da Praça da República ser insuficiente para todos os serviços municipais, mas tal argumento, válido, com toda a certeza, não poderia nem deveria ter determinado uma mudança integral.
Em muitas cidades e vilas do nosso país, os serviços municipais estão distribuídos por vários edifícios, mantendo sempre, todavia, as sedes nos locais originários ou nobres. Assim sendo, que estranha originalidade a nossa!
Quanto à Biblioteca Municipal, espaço terá no edifício camarário da Rua Brito Camacho por permuta com alguns dos principais serviços municipais a regressarem à Praça da República. E que esta sugestão seja entendida como provisória, isto é, até outro local ser encontrado, quer em edifício construído quer se tentada a adaptação porventura da Escola de São João, quando esta for definitivamente abandonada como espaço escolar.
Até sempre!

José-Augusto de Carvalho
Viana, 3 de Abril de 2012.

Em tempo: Ainda que tardiamente, aqui reclamamos o direito à opinião.

publicado por Do-verbo às 23:50

Supomos saber que a rua principal de Viana será a actual Rua Cândido dos Reis, rua que ligava o Castelo (o poder político vigente) à Igreja (o poder religioso vigente) existente no local onde hoje encontramos a Escola Primária de São João. Seria certamente a rua directa, directa que, por corruptela, viria a dar direita. Ainda, em muitas povoações, perdura a rua direita.
Seria mais avisado designá-la por Rua de D. Dinis, homenageando o monarca a quem Viana muito terá ficado devendo, mas os senhores da política usam de razões que temos dificuldade em entender e aceitar como razoáveis.
A Praça da República, excelente nome!, se atendermos a que deriva de res publica, que significa coisa pública, situa-se à esquerda da rua supracitada, considerando o sentido Castelo - antiga Igreja.
Como terá sido desde recuados tempos, conviria que a rua e a praça tivessem mantido o piso empedrado (calçada). Também mal-avisado terá andado quem determinou o piso actual e o asfalto. Parece que, finalmente, teremos, para breve, o regresso desse antigo piso empedrado. Aplaudimos a ideia.
Outra situação a rever existe – a do trânsito. Parece-nos que a rua e a praça deveriam ser de uso exclusivo de peões, proporcionando a todos nós um passeio público na zona nobre da vila.
Na praça, as árvores existentes, atendendo à desarmonia que provocam, devido às suas dimensões, deveriam ser substituídas; e não só pelo motivo indicado mas, também, porque afectam a estátua, em boa hora erigida a António Isidoro de Sousa.
Evidentemente que a estátua não é apenas afectada pelas árvores de exagerada dimensão para a área da praça; também as crianças que nela se empoleiram afectam a sua dignidade. Talvez um pequeno lago no espaço circular existente evitasse a irreverência infantil. E, porque não, desse mesmo lago partindo um ou diversos focos luminosos para que, durante a noite, a estátua ficasse bem visível?
Finalmente (?), para quando a remoção do fio eléctrico distendido desde o edifício da Repartição de Finanças ao edifício da Câmara dita velha, do qual pende uma solitária lâmpada sobre o tabuleiro da praça? Não sabemos a quem se deve tão canhestra ideia. Aqui ficam o reparo e a censura a quem teve a ideia e também a quem a perpetua.
Até sempre!

José-Augusto de Carvalho
Viana, 3 de Abril de 2012.

publicado por Do-verbo às 18:55

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