Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

19
Set 12

A música portuguesa está de luto:

faleceu, ontem, o dr. Luiz Goes. 

 

Dr. Luiz Goes (1933-2012)

Cantor inesquecível, Poeta e Compositor inspirado, transcrevo um dos seus belos poemas:
*
Homem Só, Meu Irmão

Letra e música: Luiz Goes
Intérprete: Luiz Goes

Tu, a quem a vida pouco deu,

que deste o nada que foi teu
em gestos desmedidos...
Tu, a quem ninguém estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos,
homem só, meu irmão!

Tu, que andas em busca da verdade

e só encontras falsidade
em cada sentimento,
inventa, inventa, amigo, uma canção
que dure para além deste momento,
homem só, meu irmão!

Tu, que nesta vida te perdeste

e nunca a mitos te vendeste
– dura solidão –,
faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
homem só, meu irmão!


Como doente, tive o privilégio de conhecer o Dr. Luis Goes

e de lhe manifestar a minha admiração.

Aqui fica o meu adeus sentido.


publicado por Do-verbo às 20:29

 

PORTUGAL DEMOCRÁTICO
(Imagem da Internet)

 


Cidadão vulgar deste país, a braços com o dia-a-dia da Vida, muitas coisas me escapam. Aqui fica esta mea culpa.


Evidentemente que a mea culpa não me absolve do desconhecimento e só releva a minha deficiente condição de cidadão. E é grave, pois quem pode exercer a sua plena cidadania se não estiver de posse de todos os dados que lha permitam?


Considerando a situação político-social que se vive e a informação pública da convocação do Conselho de Estado para o próximo dia 21 de Setembro decorrente, acedi à Página da Presidência da República, inteirando-me da composição do referido Conselho de Estado. Fiquei perplexo ao verificar que nem todos os partidos políticos com representação parlamentar têm assento no Conselho de Estado. Não consigo entender o motivo desta exclusão. E mais, os cidadãos que estão representados na Assembleia da República por estes partidos também não têm voz no Conselho de Estado.


Mas a minha perplexidade não fica por aqui. Por que motivo estão excluidas as Centrais Sindicais e as Associações Patronais? Como entender a exclusão da força motriz do país?


Outras exclusões assinalo: como se justifica a exclusão de Ordens tão directamente ligadas à nossa vida colectiva como são a Ordem dos Médicos e a Ordem dos Farmacêuticos?

 

Usando do direito à opinião, constitucionalmente consagrado, aqui a deixo.


Até sempre!

José-Augusto de Carvalho

publicado por Do-verbo às 16:18

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