Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

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Dez 08

 

É frequente termos notícia de arrependidos. Tão frequente, que nos faz sorrir. Agora, é este que fez o que não devia e se confessa arrependido do seu malfazer. Há pouco, era aquele que reconheceu ter malapoiado isto ou aquilo.
Esta vaga faz-me lembrar o perdoa-me, o tal malamanhado programa televiso que andou por aí...
Não contesto o arrependimento, mas fico perplexo com tão elevado número de pessoas fazendo o que não deve.
Na res publica, então, é demais!
E pergunto-me da possibilidade tão frequente de se agir indevidamente, sabendo nós que a tal arte de governar a res publica implica decisões e que essas decisões têm custos. E pergunto-me, porque sustento que a responsabilidade não é uma palavra vã. E que quem assume uma responsabilidade tem o dever de responsavelmente agir, devendo sofrer as consequências no Direito aplicáveis se frustrar as expectativas sem uma justificação plausível.
Os destinos da vida colectiva não são um balão de ensaio onde uns quantos aprendizes de feiticeiro se comprazem em experiências e aprendem com os erros que cometem e os outros sofrem, às vezes irremediavelmente.
Sustento que, tal como na Medicina, os candidatos à governação --- seja qual seja o patamar da dita --- deverão ser obrigados a um juramento com a extensão e a responsabilidade-dever do Juramento de Hipócrates. E que do Direito terão de constar, sem ambiguidades, as penas aplicáveis aos infractores.
Se vivemos em Democracia, é indispensável que esta mesma Democracia se defenda de quem a maltrata. E isto porque significando Democracia o Poder do Povo, logo o Povo no Poder, através dos seus representantes eleitos, será impensável que o Povo se autoflagele.
Disse.
Até sempre!

Gabriel de Fochem
publicado por Do-verbo às 23:54

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