Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

24
Set 07




 

Nem um palmo tinha

de terra que fosse minha!

A lonjura das herdades

ganhava ao longe da vista...

E o sangue do meu suor

a tudo deu de beber!

Não há homem que resista

quando tudo tem de dar

e nada que receber!

Quando até o pão que é seu

é obrigado a pagar..

Fui a gleba, fui a fome

Não tinha terra nem nome...



José-Augusto de Carvalho
In «arestas vivas», 1980.

publicado por Do-verbo às 06:09

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