Nas estradas e encruzilhadas da Vida, liberto das roupagens da vaidade e da jactância, tento merecer esta minha condição de ser vivo.

24
Ago 12

 

 

Chagall, a queda de Ícaro (Imagem Internet)

 

 

Hoje,

morreu um homem bom. Ficou mais pobre a Vida.

Indiferente à dor e ao luto, o sol de Agosto

requeima ainda mais a minha tez curtida

e deixa-me em cristais de sal o meu desgosto.

 

Hoje,

apenas o silêncio eu quero por conforto.

Silêncio e nada mais. A noite vem aí,

vestindo devagar este vazio morto

de sombras e pesar. Inútil, fico aqui.

 

Hoje,

mais uma vez enfrento inerme o desenlace

e tudo em derredor doendo se esboroa.

O efémero é agora a vida sem disfarce:

um Ícaro a sonhar que sobe ao céu e voa!

 

 

José-Augusto de Carvalho

Lisboa, 19/23 de Agosto de 2012.


Poema escrito em memória de João António Potes

(Viana do Alentejo, 19 de Agosto de 2012.)

publicado por Do-verbo às 17:43

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